Quem foi?
Lúcio Packter (1962) é um filósofo brasileiro natural de Porto Alegre. Contemporâneo, tem feito contribuições significativas para a filosofia, especialmente no campo da filosofia existencial e na fenomenologia. Sua contribuição mais notória é o desenvolvimento no Brasil da Filosofia Clínica, uma metodologia desenvolvida na década de 90, que trabalha em direção das questões existenciais do sujeito. Entre suas principais contribuições temos:
Fenomenologia e Existencialismo: Lucio Packter tem desenvolvido um trabalho substancial na tradição fenomenológica e existencialista, explorando questões relacionadas à existência, subjetividade, tempo e a experiência humana. Ele tem adaptado e ampliado os conceitos filosóficos dessas tradições em seu trabalho.
Filosofia da Psicopatologia: Packter também se destacou em sua abordagem à psicopatologia, investigando as complexas relações entre a filosofia e a psicologia clínica. Ele contribuiu com uma compreensão mais profunda das questões relacionadas à saúde mental e à patologia.
Estudos sobre o Tempo: O conceito de tempo é um tema recorrente na obra de Packter. Ele explorou como a nossa percepção e vivência do tempo afetam nossa compreensão da existência e da consciência.
Diálogo Interdisciplinar: Packter tem promovido o diálogo interdisciplinar entre a filosofia, a psicologia e a psicanálise, buscando uma compreensão mais holística da experiência humana.
Desenvolvimento de uma Filosofia Clínica: Embora influenciado por filósofos existencialistas e fenomenológicos, como Heidegger e Merleau-Ponty, Packter tem desenvolvido uma filosofia distinta, na qual suas próprias ideias e perspectivas filosóficas desempenham um papel fundamental.
Reflexões
“A Filosofia Clínica apresenta sentido somente quando relacionada à pessoa dentro de um exercício de psicoterapia. A explanação dos valores, a construção e a modificação das arquiteturas do saber, resultado de uma tarefa causal, tudo aqui está a um serviço."
- Caderno A
"Toda a forma de expressão, de relação, tudo o que posso querer, ser ou estar, tudo o que me faz ser no mundo está vinculado ao meu corpo. As maneiras inversivas que pesquisamos nos submodos mostram a qualidade desta relação."
- Caderno A
"Você encontrará em clínica estruturações de pensamento tão únicos quanto são únicas as pessoas."
- Caderno B
"Números, medidas, geometrias podem expressar emoções, valores, espiritualidades, e nada revelar de matematizações. Assim, ao falar sobre o que concebe de si mesma, a pessoa pode utilizar termos matematizados que foram readaptados a novas considerações."
- Aspectos Matematizáveis em Clínica
"Prosseguindo, ao considerar as inter-relações entre os tópicos que compõem a Estrutura de Pensamento, entre eles a semiose, o filósofo clínico embrenha-se em constatações que lhe permitem uma compreensão apurada de alguns fenômenos."
- Semiose: Aspectos Traduzíveis em Clínica
"A resignação pode ser uma cruel reclusão coercitiva."
- Armadilhas Conceituais
